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Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Teresópolis

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

Em Teresópolis, a gente aprendeu que a permeabilidade do solo não é um número que se tira de tabela. A cidade cresce sobre um mosaico geológico complexo, com granitos fraturados do Batólito Serra dos Órgãos, depósitos de tálus nas encostas e aluviões nos vales dos rios Paquequer e Preto. Quando um projetista assume um coeficiente k genérico para um terreno em Albuquerque ou no Vale do Paraíso, a conta nunca fecha. Já vimos mais de uma obra de contenção subdimensionada porque o rebaixamento do lençol freático foi muito mais lento do que o previsto. Por isso, quando se trata de escavação profunda ou de fundação de barramento em Teresópolis, o único caminho confiável é medir a permeabilidade diretamente no maciço. O ensaio Lefranc resolve bem em solos e rochas brandas, enquanto o Lugeon é obrigatório em maciços rochosos fraturados, como os que aparecem em qualquer cota acima dos 900 metros na Serra. Combinamos esses dados com a sondagem SPT para calibrar o perfil geotécnico, e muitas vezes complementamos com o ensaio CPT quando precisamos de uma estratigrafia mais refinada em solos moles de fundo de vale.

Em maciços fraturados da Serra dos Órgãos, o ensaio Lugeon é a única ferramenta que mostra onde a água realmente circula antes da escavação começar.

Como trabalhamos

Lembramos de um caso em São Pedro, Teresópolis: um prédio de 8 pavimentos com dois subsolos, cravado num terreno que todo mundo achava que era só aterro compactado. A sondagem mostrou um horizonte de solo residual de granito com fraturas preenchidas por argila, e o projetista queria usar um k de 10⁻⁵ cm/s. Fomos lá com o ensaio Lefranc em três profundidades, e o resultado deu uma permeabilidade real duas ordens de grandeza menor, na casa de 10⁻⁷ cm/s. Isso mudou completamente o sistema de drenagem e eliminou a necessidade de um rebaixamento permanente que estava previsto. O ensaio de permeabilidade in situ segue a ABNT NBR 14545 para Lefranc, e para Lugeon nos baseamos nos critérios de Houlsby, que são o padrão internacional em maciços rochosos. A grande vantagem técnica é que você obtém o coeficiente de condutividade hidráulica diretamente no terreno, sem as perturbações que inevitavelmente acontecem quando se coleta uma amostra indeformada para permeâmetro. Em Teresópolis, onde a pluviosidade média anual passa de 1.600 mm e o relevo acidentado acelera o escoamento subsuperficial, subestimar a permeabilidade real do solo é o primeiro passo para uma enchente de subsolo ou uma erosão interna que compromete a fundação.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Teresópolis
Imagem técnica de referência — Teresópolis

Considerações locais

O erro mais comum que a gente vê em obra na região de Teresópolis é confundir permeabilidade de laboratório com permeabilidade de campo. O laboratório te dá o valor da matriz do solo, mas ignora as fraturas, as juntas e os planos de fraqueza que governam o fluxo real de água no maciço. Resultado: sistema de drenagem subdimensionado, empuxos hidrostáticos não previstos no muro de contenção e, no pior cenário, ruptura hidráulica do fundo da escavação. Em terrenos com declividade superior a 30%, tão comuns nos bairros do Quebra-Frasco ou da Granja Florestal, ignorar a permeabilidade real do contato solo-rocha é um risco que nenhum construtor deveria assumir. A subpressão em lajes de fundo e a erosão interna em barragens de terra são mecanismos de falha que começam exatamente onde o ensaio de campo não foi feito.

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Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Método para solos e rocha brandaLefranc (carga constante ou variável)
Método para maciço rochosoLugeon (injeção escalonada por patamares)
Norma técnica de referênciaABNT NBR 14545 / USBR (Houlsby)
Coeficiente obtidok (cm/s) e Unidade Lugeon (UL)
Profundidade típica de ensaioAté 50 m (conforme projeto)
Tempo mínimo por trecho30 a 60 minutos por patamar de pressão
Aplicação principalRebaixamento, drenagem e barramentos

Serviços complementares

01

Ensaio Lefranc em furos de sondagem

Medição da condutividade hidráulica em solos e rochas brandas diretamente no furo de SPT, com controle de carga constante ou variável conforme a ABNT NBR 14545. Ideal para projetos de rebaixamento de lençol freático e dimensionamento de sistemas de drenagem subterrânea.

02

Ensaio Lugeon em maciços rochosos

Ensaio de injeção de água sob pressão em trechos isolados do furo, com leitura de vazão em cinco patamares de pressão. Aplicamos a interpretação de Houlsby para classificar o tipo de fluxo e a permeabilidade equivalente do maciço rochoso, fundamental para túneis e fundações de barragens.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 14545: Determinação do coeficiente de permeabilidade em solos (Lefranc), ABNT NBR 6484: Sondagem de simples reconhecimento com SPT, USBR Earth Manual / Houlsby: Critérios para ensaio Lugeon em maciços rochosos

Perguntas e respostas

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o ensaio Lugeon?

O Lefranc é usado em solos e rochas brandas, medindo a permeabilidade em um trecho curto do furo por carga constante ou variável. O Lugeon se aplica exclusivamente a maciços rochosos fraturados, onde se injeta água sob pressão controlada em cinco patamares. A interpretação de Houlsby permite identificar se o fluxo é laminar, turbulento ou se há lavagem de preenchimento das fraturas, algo que o Lefranc não detecta.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em Teresópolis?

O investimento para um ensaio de permeabilidade in situ em Teresópolis fica entre R$1.320 e R$2.210 por trecho ensaiado, dependendo da profundidade, do método (Lefranc ou Lugeon) e do número de patamares de pressão. Para campanhas com múltiplos furos, o custo unitário reduz significativamente.

Em que situações a prefeitura ou a ABNT exige o ensaio de permeabilidade em campo?

A NBR 14545 orienta a execução do ensaio Lefranc sempre que o projeto envolver rebaixamento de lençol freático ou análise de fluxo em solos. Para barragens de terra e túneis em rocha, o ensaio Lugeon é exigido como parte da investigação geotécnica complementar. Em Teresópolis, projetos de contenção em encostas acima de 30% de declividade frequentemente precisam do parâmetro de permeabilidade real para aprovação do sistema de drenagem.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Teresópolis e arredores.

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