← Home · Laboratório

Análise granulométrica por peneiramento e hidrômetro em Teresópolis

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

A ABNT NBR 7181:2016 define os procedimentos para determinação da curva granulométrica. Em Teresópolis, esse ensaio ganha relevância pela heterogeneidade dos solos residuais da Serra dos Órgãos. O maciço granítico-gnáissico local gera perfis de alteração com silte e areia fina que exigem o hidrômetro além do peneiramento convencional. Sem a fração fina bem caracterizada, projetos de drenagem e filtro em taludes de corte na Granja Comary ou no Alto falham por colmatação precoce. Aplicamos a série de peneiras ASTM convertida para abertura em mm conforme exige a norma brasileira e o ensaio de sedimentação com densímetro calibrado. O relatório inclui o coeficiente de uniformidade e curvatura. Solos coluvionares são comuns nas encostas de Teresópolis. Esses materiais misturam blocos de rocha com matriz argilo-siltosa. O peneiramento grosso separa a fração retida. A lavagem na peneira #200 remove finos aderidos. Depois o hidrômetro resolve a fração menor que 0,075 mm. Para fundações em encosta, combinamos esse dado com o ensaio de estabilidade de taludes e conferimos se a fração fina tem plasticidade suficiente para reter coesão em condições saturadas. A geologia local não perdoa simplificações. Cada ponto percentual de finos altera a permeabilidade e o ângulo de atrito drenado.

Em solos residuais de Teresópolis, a porcentagem de finos determina se o material drena ou retém água — e isso muda o projeto inteiro.

Como trabalhamos

A geologia de Teresópolis é dominada pelo Batólito Serra dos Órgãos, com granitos e gnaisses intemperizados. Em cotas acima de 900 m, o saprolito atinge 20 m de espessura. A fração areia média a grossa predomina nos horizontes mais jovens, mas o hidrômetro revela até 15% de argila nos horizontes saprolíticos maduros. Essa argila, produto da caulinização do feldspato, não é expansiva, mas reduz a condutividade hidráulica em duas ordens de grandeza. Empreendimentos no Vale do Paraíso e na Várzea exigem atenção à fração fina porque o lençol freático está a menos de 3 m de profundidade em períodos chuvosos. O ensaio segue a NBR 6457 para preparação da amostra e a NBR 7181 para execução. Usamos defloculante hexametafosfato de sódio e controle de temperatura durante a sedimentação. Leituras do densímetro a 30 segundos, 1, 2, 4, 8, 15 e 30 minutos, depois 1, 2, 4 e 24 horas. O resultado alimenta modelos de fluxo em escavações profundas e sistemas de rebaixamento. A classificação unificada do solo depende diretamente da porcentagem de finos determinada neste ensaio.
Análise granulométrica por peneiramento e hidrômetro em Teresópolis
Imagem técnica de referência — Teresópolis

Considerações locais

Acompanhamos uma obra de galpão logístico no km 80 da BR-116 onde o projetista considerou solo granular bem graduado baseado só no peneiramento. A drenagem subsuperficial foi dimensionada com permeabilidade de 10⁻³ cm/s. Quando executamos o hidrômetro, apareceu 22% de finos siltosos. A permeabilidade real caiu para 10⁻⁵ cm/s. O sistema de drenagem precisou ser redimensionado com maior densidade de drenos e envelope granular mais espesso. O custo adicional superou em 8 vezes o valor do ensaio granulométrico completo. Em Teresópolis, solos com mais de 12% de finos em suspensão exigem cuidado com piping em barragens de terra e aterros compactados. A curva granulométrica completa permite aplicar critérios de filtro como os de Terzaghi. Sem o hidrômetro, a fração silte-argila vira ponto cego. E ponto cego em geotecnia custa caro. Para investigação complementar em fundações, o ensaio SPT fornece o índice de resistência à penetração que correlacionamos com a classificação granulométrica obtida em laboratório.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Email: info@geotecnia1.sbs

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Série de peneiras (mm)75 a 0,075 (peneiramento grosso e fino)
Método de sedimentaçãoDensímetro calibrado, hexametafosfato de sódio
Coeficiente de uniformidade (Cu)Calculado com D60/D10
Coeficiente de curvatura (Cc)Calculado com (D30)²/(D10×D60)
Temperatura controlada±0,5°C durante leituras do hidrômetro
Norma de referênciaABNT NBR 7181:2016, NBR 6457
Massa mínima de amostra1 kg para solos arenosos, 200 g para siltes e argilas
Prazo típico de resultado5 dias úteis após coleta em Teresópolis

Serviços complementares

01

Peneiramento grosso e fino

Lavagem na peneira #200, secagem em estufa e vibração mecânica com série completa de peneiras. Curva granulométrica da fração retida com precisão de 0,1 g.

02

Sedimentação com hidrômetro

Ensaio de sedimentação para partículas menores que 0,075 mm. Leituras cronometradas com correção de temperatura e menisco. Curva da fração fina integrada ao peneiramento.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 7181:2016 — Solo: Análise granulométrica, ABNT NBR 6457:2016 — Amostras de solo: Preparação para ensaios de compactação e caracterização, ABNT NBR 6502:1995 — Rochas e solos: Terminologia

Perguntas e respostas

Qual o prazo para o resultado do ensaio granulométrico em Teresópolis?

Cinco dias úteis a partir do recebimento da amostra no laboratório. O processo inclui secagem, destorroamento, peneiramento mecânico e 24 horas de sedimentação com leituras programadas do densímetro.

Qual o custo da análise granulométrica completa com hidrômetro?

O ensaio completo com peneiramento e sedimentação fica entre R$240 e R$510, dependendo da quantidade de amostras e da presença de fração grossa acima de 19 mm que exige peneiramento adicional.

Preciso do hidrômetro se o solo de Teresópolis for arenoso?

Sim. Mesmo solos com aparência arenosa na Serra dos Órgãos costumam ter 10 a 25% de finos siltosos que só o hidrômetro detecta. Sem esse dado, a classificação unificada fica incorreta e o dimensionamento de drenagem pode falhar.

Vocês coletam a amostra em campo ou eu preciso enviar?

Fazemos a coleta em Teresópolis e região conforme ABNT NBR 9604. Para amostras deformadas destinadas à granulometria, a massa mínima é 1 kg. O ponto de coleta é georreferenciado e registrado no relatório.

O relatório inclui a classificação do solo segundo a ABNT?

Sim. Entregamos a curva granulométrica completa, coeficientes de uniformidade e curvatura, porcentagem de cada fração (pedregulho, areia grossa, média, fina, silte, argila) e a classificação conforme o Sistema Unificado de Classificação de Solos (SUCS) adaptado à terminologia ABNT NBR 6502.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Teresópolis e arredores.

Ver mapa ampliado